do nome

Tomamos a liberdade de utilizar como título deste blog, o texto do jornalista Otavio Frias Filho "Queda Livre: Ensaios de Risco", editado pela Companhia das Letras.

Este livro se compõe de sete textos que narram o que Otavio Frias Filho chama de "investigações participativas", mergulhos em experiências radicais ou, nas palavras do próprio autor, "descidas até os círculos do inferno pessoal". Nesses ensaios de risco, Frias conjuga a objetividade jornalística de cada investigação com uma voz narrativa extremamente pessoal, de distanciamento e humor cáustico.


No primeiro texto, o autor, que tem pavor de avião, embarca num monomotor para saltar pela primeira vez de para-quedas, após dois minutos de treinamento em terra.


O segundo texto narra uma viagem ao coração da selva amazônica, onde Frias experimenta o chá alucinógeno do Santo Daime durante uma cerimônia dessa seita genuinamente nacional, que combina catolicismo e crença nos poderes místicos da natureza.


O texto seguinte narra como, anestesiado com dois comprimidos contra enjôo, o autor mergulha no oceano a bordo de um submarino construído no Brasil. Apesar da claustrofobia, emerge são e salvo.


A quarta experiência se dá no palco de um teatro, onde Frias, autor de peças teatrais, enfrenta o desafio de ser ator de uma peça dirigida por Celso Martinez Correa depois de ensaiar apenas três vezes. Além de descrever o pavor que antecede a entrada em palco, ele discute a arte da representação, fala sobre o trabalho do diretor e explica porque deixou de escrever para o teatro num episódio do qual participa o também diretor Gerald Thomas.


No quinto texto, o repórter narra sua peregrinação pelo caminho de Santiago, onde não experimenta êxtase ou revelação divina, embora chore de dor, alegria, humildade, orgulho, e adquira ferimentos nos pés que ficarão para sempre latejando na memória.


No sexto artigo, o reservado diretor de jornal descreve sua incursão no mundo do sexo transgressivo: swing, orgias e sadomasoquismo.


Por fim, o suicídio. O autor aproxima-se desse gesto extremo, refletindo sobre a condição humana, o que permite imaginar que "a vida talvez fosse uma espécie de educação para a solidão que só se completará na morte".


Este livro resume bem a temática proposta pela disciplina de Psicologia, Educação e Temas Contemporâneos e, justamente por isso, o título foi escolhido para nomear este blog, já que aqui abordaremos assuntos atuais, que se encaixem nos temas propostos: contemporaneidade, a noção de risco nos dias atuais, a construção da identidade, drogas, sexualidade e violência.

*As fotos aqui utilizadas foram retiradas de websites aleatórios.