O Alter. O Alien. O Idem. Quem é esse OUTRO em quem busco refúgio?
No filme "Alice no País das Maravilhas", de Tim Burton (2010), percebemos, em alguns momentos, quem é esse OUTRO de quem tanto falamos. Seria este um amor? Seria um objeto, alguém? O que, ou quem seria o OUTRO?
Alice busca em um lugar seu refúgio, foge do desamparo de forma a romper com obrigações sociais que não fazem, muitas das vezes, muito sentido. O outro neste caso é o país das maravilhas, que se apresenta atrás de uma porta pela qual ela nunca imaginaria passar.
O outro aqui assume diversas formas, e se apresenta ao sujeito de forma fantástica e encantadora.
Neste contexto, podemos situar, por exemplo, as drogas.
Por que a sociedade insiste em combater as drogas? Por que a sociedade insiste em combater um "remédio" para os próprios males que ela mesma criou? Não queremos aqui, fazer apologia à drogas, queremos apenas ressaltar o quão importante é a discussão que se apresenta no cenário atual, onde o uso de drogas é reprimido, em detrimento da organização do bem estar da sociedade.
A fuga do horror do desamparo se dá de diversas formas, como já tivemos a oportunidade de discorrer, uma delas se apresenta na forma das drogas, estas que proporcionam a seus usuários momentos de fuga da realidade, porém, ao mesmo tempo em que proporciona essa fuga, acaba gerando mal estar ao sujeito e á sociedade de modo geral.
Aqui entramos nas noções de risco, onde o sujeito busca, através de atitudes ilegais a fuga a qualquer preço da realidade que vive.
Tendo em vista as ideias apresentadas ao mundo todo de que drogas fazem mal, respondemos às perguntas anteriormente feitas de forma simples e objetiva:
A sociedade insiste em combater as drogas pois estes remédio para fugir da realidade atual já se tornou mais um dos problemas gerados pelas sociedades atuais. A ditadura de regras e normas que impõem ao sujeito formas de ser para ser aceito em grupo levou à busca por essa fuga, através das drogas. A partir dai, a "ditadura dos paradoxos" se viu perdida em meio a indivíduos que não mais obedeciam às suas regras, e ao mesmo tempo, obedeciam tanto que buscaram nesses elementos (drogas), refúgio e amparo para ir contra essa ditadura.Tratamos como droga aqui, não somente drogas já conhecidas, legais ou ilegais. Abordamos como drogas aqui, toda e qualquer forma de vício e "remédio" para fugir do desamparo, podendo considerarmos o trabalho, em alguns casos, jogos de azar, entre muitos outros elementos que levam o indivíduo a fugir do horror do desamparo.

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