quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O papel da educação

Qual o lugar da educação na sociedade contemporânea?

Como vimos anteriormente, vivemos em uma sociedade prioriza o conhecimento, mas ao mesmo tempo, não dá subsídios para a construção de uma política educacional que vise claramente o conhecimento em si.

As visões instrumentalistas aceitas por diversos postos, como governo, em vários níveis de atuação, mídia, entre outros, às vezes até mesmo dentro, e mais talvez, da população gerou, como citado em outro post, um mal estar que trouxe malefícios à sociedade do conhecimento.

Esta visão acaba por influenciar no desenvolvimento de políticas educacionais de baixo nível e, acima de tudo, não proporcionam subsídios tanto para alunos e professores, como para a própria população, de terem acesso à educação de qualidade no âmbito escolar, e no âmbito cultural e social.

A partir desta ideia central, podemos citar então os quatro pilares da educação, desenvolvidos e apresentados no Relatório Jacques Delors, que são: aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a viver juntos; e aprender a ser.

Dentro dessa análise mais aprofundada pode-se deixar claro que as instituições de ensino de hoje visam apenas dois destes pilares, que são o aprender a conhecer e aprender a fazer, de forma a construir uma sociedade composta por pessoas (re)produtoras de conhecimento, e que se tornem mão-de-obra o mais rápido possível para sustentar uma economia que nem sequer se importa com a qualidade da educação.

Segundo Jacques Delors, é necessário que se tenha como base para o desenvolvimento de políticas educacionais, públicas e privadas, os quatro pilares citados, já que estes devem ser analisados de forma conjunta, e não isoladamente, bom como devem ser analisadios como um trabalho realizado em grupo, seja na escola, ou na vida.

O desenvolvimento destes quatro pilares deve ser levado em conta quando se trabalhados pela família e pela escola, esta última que garantirá ao aluno o conhecimento e a base teórica para o desenvolvimento do sujeito enquanto membro da sociedade.

Rodeio das gordas


A princípio, o que temos a comentar? Infantilidade? Imaturidade? Diversão? Bullying?

Lendo uma reportagem como essa, voltamos ao post anterior onde citamos o papel da educação na sociedade do conhecimento. Como é possível que, jovens de 17, 18 anos ou mais sejam capazes de realizar tal atividade?

A Universidade Estadual Paulista é uma das mais importantes universidades de São Paulo. Uma instituição pública, e isto já implica possuir um alto grau de conhecimento para passar em um vestibular. A partir dai, já podemos concluir que estudam ai pessoas com alto grau de educação, não só na formação escolar, mas também na formação social.

A princípio é isso o que podemos pensar de alunos que lá estudam, não só lá como em vários outras universidades, sejam elas públicas ou privadas, tomaremos como foco as instituições públicas.

Com base nestes, e em outros acontecimentos que podemos classificar como bullying, encontramos duas questões a serem respondidas: Quem é o diferente, o outro, para mim? Estamos prontos para conviver com o diferente?

Dentro destas questões, cabe a nós pensarmos um pouco no que sustenta a educação nas sociedades atuais. O caráter instrumentalista que as sociedades assumiram diante da educação, e que a vê como um conhecimento que deve ser trabalhado com e para determinado fim gera um mal estar na sociedade que acaba se refletindo na forma de agir das pessoas.

Mais do que um caso de bullying aqui, o que temos é um caso de preconceitos a tudo o que está fora do padrão. Acreditamos que atitudes como estas deixam claro o quão importante para estes jovens é o cumprimento das regras impostas pela sociedade.

Regras que não estão escritas, mas que estão implícitas no comportamento e no convívio social com o grupo de iguais a que esses jovens pertencem.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Estudo errado

Qual o papel da educação na vida das sociedade atuais?
Como a educação nas escolas está sendo passada aos alunos?
Como a educação em casa está sendo passada?
Qual o parâmetro de qualidade de educação ideal?

Muitas questões, poucas respostas.

O mundo contemporâneo nos trouxe muitos benefícios, mas com estes benefícios vieram também muitos aspectos negativos, que se instalaram na nossa sociedade de forma que não percebemos o quão mal esses aspectos fizeram às nossas famílias, principalmente no que diz respeito à educação.

Trataremos aqui, não apenas da educação formal ensinada na escola, mas a educação social e também, por que não citar, da educação cultural do sujeito.

Com o decorrer da história, vimos que a educação assumiu papéis de extrema a pouca ou nenhuma importância. Na sociedade contemporânea, onde o conhecimento é valorizado será que a educação tem um papel de importância? Melhor dizendo, será que em plena sociedade do conhecimento, a educação está sendo trabalhada de forma a também valorizar o conhecimento?

Ou será que a educação passada hoje é uma simples forma de gerar (re)produtores de conhecimento?


"Eu tô aqui pra quê?
Será que é pra aprender?
Ou será que é pra sentar, me acomodar e obedecer?"

Estudo Errado - Gabriel, O Pensador

Em meio a tantas discussões, a educação parece ter se tornado apenas um item qualquer. Um item para promoção da imagem de muita gente, seja político, empresário, artista, entre outros. Enquanto uns se preocupam de fato com o desenvolvimento de uma política educacional de qualidade, outros apenas pensam em se promover em cima da questão.

Muito se tem falado em educação neste ano de eleições. Nos horários de propagandas eleitorais, melhor dizendo, nos hilários de propagandas eleitorais, pudemos perceber várias propostas de educação, mas nenhuma que de fato se mostre eficiente.

Em um dos milhões de debate(bocas) que ocorreram no primeiro turno, algo nos chamou atenção. Em determinado momento, não sabemos precisar em qual debate, numa discussão sobre a educação, Marina Silva, candidata do PV, disse a seguinte frase: "É Fácil falar em educação quando não se é analfabeto".

Há algo de verdadeiro nisso, se não tudo, a maioria. A ideia que tentamos mostrar aqui é que parte da população brasileira não tem acesso à educação de qualidade, e enquanto não tivermos governos e uma população, por que não, engajadas com a proposta da melhoria da educação, o país não andará nesse ponto.

Deve-se ter em mente que muitos governos já passaram, e muitos ainda virão, mas cabe à população exigir uma educação de qualidade, que não objetive apenas pela construção de (re)produtores de conhecimento e sim de pessoas que sejam capazes de formular questões e respondê-las, pessoas capazes de produzir conhecimento de qualidade, não só na teoria, mas também na prática.

É necessário que paremos para pensar em como anda o desenvolvimento das políticas educacionais, não apenas no âmbito escolar, mas também no âmbito cultural e social. É necessário que analisemos e trabalhemos para a construção de uma educação que dê importância à quantidade e qualidade do conhecimento adquirido pelo aluno para que ele passe de ano, e não à quantidade de alunos passando de ano para a arrecadação de mais e mais verba para investimento em novas escolas. Devemos pensar primeiro em uma educação de qualidade e não de quantidade.

"Manhê! Tirei um dez na prova
Me dei bem, tirei um cem, e quero ver quem me reprova
Decorei toda lição
Não errei nenhuma questão
Não aprendi nada de bom
Mas tirei dez (boa filhão!)

Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei mas não entendi."

Estudo Errado - Gabriel, O Pensador

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Quem sou EU?

Através das atitudes ordálicas, anteriormente abordadas aqui, podemos tomar conclusões muito complexas quanto ao indivíduo e sua relação com e na sociedade.

As atitudes ordálicas, através de meios ilícitos, se configuram muitas vezes por serem atitudes transgressoras, e a  partir dai se caracterizam como atitudes paradoxais, pois, se de um lado temos a valorização do risco, a excitação pela aventura, por outro temos a condenação do mesmo que leva a sociedade, de modo geral, a um senso comum, de forma a não analisar corretamente estes casos ordálicos.

Dentro dessa perspectiva, podemos situar a construção do EU, afinal, quem sou eu? o que é e como formamos nossa identidade?


A resposta a essas e outras perguntas, são muito complexas. A busca por uma noção de construção de identidade é muito recente, e muitas vezes está associada às experiências do sujeito.

De fato, a identidade não é algo estático. O ser humano se transforma, cresce e se desenvolve. A partir de determinado momento, o sujeito passa a construir sua identidade, num processo lento e gradual que, ainda assim, não definirá uma ideia ou mesmo característica de identidade estática.

A construção da identidade do ser está sempre em movimento, é mutável e tem caráter dinâmico e versátil. Apresenta ainda a contradição durante todo seu processo de desenvolvimento.

O ser humano não é, em si mesmo, estático, e por isso a construção de sua identidade se dar de forma lenta e gradual. Cada um se transforma de acordo com as múltiplas identificações que vão se dando ao longo da vida.

Para entendermos melhor então essa noção de construção de identidade através das vivências do indivíduo, podemos considerar, assim como Birman que, na contemporaneidade, as identidades não se constroem mais por "delegação antecipada", e sim, cada sujeito deve constituir-se por seus próprios meios.