Qual o lugar da educação na sociedade contemporânea?
Como vimos anteriormente, vivemos em uma sociedade prioriza o conhecimento, mas ao mesmo tempo, não dá subsídios para a construção de uma política educacional que vise claramente o conhecimento em si.
As visões instrumentalistas aceitas por diversos postos, como governo, em vários níveis de atuação, mídia, entre outros, às vezes até mesmo dentro, e mais talvez, da população gerou, como citado em outro post, um mal estar que trouxe malefícios à sociedade do conhecimento.
Esta visão acaba por influenciar no desenvolvimento de políticas educacionais de baixo nível e, acima de tudo, não proporcionam subsídios tanto para alunos e professores, como para a própria população, de terem acesso à educação de qualidade no âmbito escolar, e no âmbito cultural e social.
A partir desta ideia central, podemos citar então os quatro pilares da educação, desenvolvidos e apresentados no Relatório Jacques Delors, que são: aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a viver juntos; e aprender a ser.
Dentro dessa análise mais aprofundada pode-se deixar claro que as instituições de ensino de hoje visam apenas dois destes pilares, que são o aprender a conhecer e aprender a fazer, de forma a construir uma sociedade composta por pessoas (re)produtoras de conhecimento, e que se tornem mão-de-obra o mais rápido possível para sustentar uma economia que nem sequer se importa com a qualidade da educação.
Segundo Jacques Delors, é necessário que se tenha como base para o desenvolvimento de políticas educacionais, públicas e privadas, os quatro pilares citados, já que estes devem ser analisados de forma conjunta, e não isoladamente, bom como devem ser analisadios como um trabalho realizado em grupo, seja na escola, ou na vida.
O desenvolvimento destes quatro pilares deve ser levado em conta quando se trabalhados pela família e pela escola, esta última que garantirá ao aluno o conhecimento e a base teórica para o desenvolvimento do sujeito enquanto membro da sociedade.



